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85% dos evangélicos consideram pecado destruir a natureza

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Foto: Dave Herring/Unsplash

De acordo com uma pesquisa feita pela agência Purpose, 85% dos evangélicos consideram pecado atacar o meio ambiente. Com duas mil pessoas que se declaram protestantes históricos, pentecostais e neopentecostais se realizou o levantamento. Que ocorreu entre 24 de agosto e 4 de setembro.

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Entre os entrevistados, 82% concordam que um crime contra a natureza é um pecado contra Deus; e 84% concordam que destruir a natureza é um pecado grave.

Portanto, para a mobilizadora da rede “Youth Climate Leaders” e integrante da Igreja Bola de Neve, Amanda da Cruz Costa:

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“A natureza revela quem Deus é. Se eu quero ver Deus, se quero ter um relacionamento com Ele, preciso cuidar da natureza, porque é uma das formas como Ele se expressa.”

A pesquisa também concluiu que 67% dos entrevistados por telefone creem que é importante cuidar do meio ambiente. Além disso, 77% deles dizem ser favoráveis que as suas igrejas apoiem atividades em prol da preservação da natureza. Esses dados indicam que, de modo diferente dos EUA, o ambientalismo não é um tema polarizado entre os evangélicos brasileiros.

A coordenadora de campanhas na Purpose Climate Labs, diz que: “Existe uma tentativa de polarizar, principalmente por parte do governo Jair Bolsonaro. Mas, no Brasil, não é uma pauta vista como exclusiva da esquerda. Não é como nos Estados Unidos, onde é vista como algo liberal”.

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60% desaprovam medidas e ideias do governo em relação ao meio ambiente

De fato, mesmo entre os que consideram o governo Bolsonaro como ótimo e bom, 60% desaprovam suas ações com relação ao meio ambiente. Quando questionados com algumas medidas tomadas ou ideias defendidas pelo governo, as respostas em sua maioria são negativas. Pois apenas 11% concordam em acabar com multas ambientais de quem desmata e queima a floresta. E apenas 9% acham bom o fim de áreas protegidas e desmarcadas, como por exemplo, comunidades indígenas e quilombolas.

Algumas lideranças que ficaram animadas com os resultados da pesquisa, resolveram formar a coalização “Evangélicos pelo Clima”. De tal forma que já conta com mais de 30 nomes e organizações. Para Amanda da Cruz Costa, que mora na periferia de São Paulo, Brasilândia, e está à frente do projeto; é uma chance de levar esse tema para todos os lugares do país numa linguagem que as pessoas possam entender.

“Chegar na igreja e falar ‘Bora combater a crise climática!’ é muito inatingível. A galera não entende a urgência desse tema. A cada 23 minutos, um corpo preto tomba no Brasil. Como vou falar de clima sem ter a certeza de que vou estar viva? Mas, se eu não falar de clima, não vou conseguir trazer isso para a quebrada. O desafio se torna traduzir essa linguagem de forma popular. A agenda climática está muito elitizada”, destaca Amanda.

Ela também é uma jovem Embaixadora da ONU e outras lideranças envolvidas no projeto, estão bem otimistas quanto ao poder de mobilização:

“A gente tem diferentes denominações, mas quando a comunidade evangélica está engajada, a gente consegue colocar nossas pautas e influenciar o futuro da nação”.

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Conforme o levantamento, concluímos que os evangélicos brasileiros parecem estar levando a sério a Bíblia em Números 35:34a:

“Não contaminem a terra onde vocês vivem e onde Eu habito”.

 

Com informações de Agência Purpose.

 


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