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Estrela de Belém: Após 800 anos, fenômeno será visível em todo o mundo

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O evento aconteceu pela última vez na Idade Média (Foto: Unsplash)

Vai acontecer nesta segunda-feira (21/12), o ápice de um evento astronômico raro: o alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno, os maiores do sistema solar. O fenômeno astronômico conhecido como “Estrela de Natal” ou “Estrela de Belém”, devem parecer um planeta duplo, ou seja, dois pontos brilhantes no céu.

Esse encontro entre os dois maiores planetas é considerado pelos astrônomos como uma das conjunções planetárias mais impressionantes — tanto que o evento ganha o nome de Grande Conjunção. O fenômeno ficará visível após o pôr do sol.

Os últimos registros que se tem deste fenômeno datam de 1623 e 1226 e, por isso, ele é considerado raro pelos astrônomos, já que cada planeta tem um tempo diferente para girar em torno do Sol, sendo 12 anos para Júpiter, e 30 para Saturno.

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Entre essas duas datas, a mais similar com a conjunção atual é a do século XIII. Algo assim não era visto, portanto, há quase 800 anos. Neste caso, o fenômeno poderá ser visto, no anoitecer, a partir de praticamente toda a Terra.

Neste ano, a conjunção ganhou um nome novo: Estrela de Belém. Isso em função da época de Natal e do conto da estrela que guiou os três Reis Magos até o lugar do nascimento de Jesus.

Pesquisador do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (IAG-USP), Felipe Navarete explicou ao “G1” que a conjunção ocorre quando há um cruzamento entre os planetas. Embora pela visão da Terra Júpiter e Saturno pareçam tão próximos um do outro, a distância entre eles vai ser de aproximadamente 700 milhões de quilômetros.

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“Esse efeito, essa conjunção ocorre a cada 400 e poucos anos. Século XIII, século XVII e agora XXI. Encontros semelhantes podem acontecer mais frequentemente, mas as máximas aproximações no céu são bem raras e demoram mais tempo para ocorrer”, disse Felipe.

“No dia 21 será a distância mínima. A olho nu você consegue separar os planetas: Júpiter e Saturno. Júpiter será mais brilhante. A olho nu vai dar para ver, embora não dê para enxergar os detalhes. Com binóculos pequeno você já consegue começar a ver melhor os detalhes”, afirmou.

 

 


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