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Minas Gerais

Falsas pastoras são indiciadas por aplicar golpe em fiéis e podem pegar 15 anos de prisão

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Dupla é suspeita de aplicar golpes em fiéis – Imagem: Reprodução/Record TV

A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou duas pastoras de Belo Horizonte e três familiares por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo as investigações, as falsas pastoras teriam 96 contas bancárias com uma movimentação financeira de quase R$ 13 milhões.

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Marli Lima Paz Lopes e sua filha, Andréa Lima Paz de Souza, eram pastoras de uma igreja evangélica de um bairro nobre de Belo Horizonte, e ambas eram investigadas desde 2019 pela polícia.

As denúncias deram conta que elas pediam doações e ofertas para serem destinadas a projetos sociais e obras evangelísticas. Caso os fiéis não contribuíssem, eles seriam amaldiçoados. Uma das vítimas alega que teve um prejuízo de quase R$ 400 mil.

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“Elas pediam colaboração e diziam que ‘o chão dá se a gente plantar’. Era quase um mantra. Eu também ficava por conta de transportar a pastora algumas vezes. Também organizei encontros em que eu servi camarões, comidas internacionais, tudo do bom e do melhor’, disse a professora Jane Borges, a vítima que doou R$ 400 mil.

Durante as investigações, a polícia descobriu que elas não tinham habilitação legal para exercer o cargo de pastora.

DOAÇÕES EM DINHEIRO VIVO

As investigações apontaram que as falsas pastoras pediam aos fiéis que as ofertas fossem feitas prioritariamente em dinheiro vivo. Isso seria uma forma de evitar qualquer tipo de rastreamento financeiro, segundo os investigadores. Mas, mesmo assim, a Polícia Civil identificou movimentações bancárias de cerca de R$ 13 milhões durante o período investigado.

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Além disso, foram encontradas mais de R$120 mil em dinheiro em um dos apartamentos das criminosas.

O caso chegou a ser mostrado pela Record TV nesta quarta-feira (10/03). Segundo a reportagem, uma outra vítima, que preferiu não se identificar, afirmou que quase se separou do marido depois que decidiu deixar de frequentar as reuniões promovidas pela mãe e filha.

“Não concordar com elas se tornou uma ameaça e elas odeiam ameaças. Elas convenceram meu marido de terminar o relacionamento e tirar meu filho de mim. Depois ele começou a achar aquilo tudo muito estranho e deixou de frequentar a igreja”, conta a vítima.

VIDA LUXUOSA

O caso chegou à Polícia Civil após alguns fiéis perceberem que o padrão de vida das supostas pastoras teriam mudado repentinamente. A dupla teria saído de seus apartamentos simples de uma certa região de BH para morar em apartamentos de luxo e de alto padrão no bairro Buritis da capital.

Investigação aponta que a dupla teria movimentado mais de R$ 13 milhões – Imagem: Reprodução/Record TV

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Além disso, o dinheiro das doações teria financiado viagens internacionais, com direito a refeições em restaurantes finos e hospedagens em um castelo.

Além das duas pastoras, foram indiciados os maridos delas Helder e Raphael e a irmã de Andréa, Rachel. Segundo as vítimas, Raquel e Raphael trabalhavam em um banco de BH e se passavam por pastores na ausência da dupla.

O inquérito policial já foi remetido à Justiça e os cinco suspeitos devem responder por estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas ultrapassam 15 anos de prisão.

A reportagem da Record TV foi até a casa das supostas pastoras, mas não foi atendida. A produção do Gospel Minas também tentou contato com as supostas pastoras, e até o momento não recebeu nenhum retorno.

 

 

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