Feministas rejeitam nova tradução da Bíblia por considerarem “Ele” uma “imagem patriarcal de Deus”

Feministas se opõem a alterações feitas na versão da Bíblia. Além disso, no Reino Unido termos femininos são substituídos por frases mais inclusivas

Imagem: Priscilla Du Preez/Unsplash

Um grupo de religiosas e teólogas feministas estão rejeitando a nova tradução holandesa da Bíblia (Nieuwe Bijbelvertaling – NVB). Isso porque para elas Deus não se pode chamar de “Ele”, mas de “ele”, com letra minúscula. Elas consideram a letra maiúscula um sinal de uma “imagem patriarcal de Deus”.

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A NBV foi lançada em 2004, em que as referências a Deus, como “Ele”, já não eram mais maiúsculas. Entretanto, hoje existe uma nova versão revisada, a NBV21, onde as palavras são ainda mais alteradas. Como por exemplo, “esmola” agora é “um presente de misericórdia”. Além disso, “Ele” está desta vez com letra maiúscula. Este último tem gerado muita confusão.

De acordo com as informações do site Conexão Política, a nova Bíblia NBV21 difere da versão anterior em 12.000 pontos. Pois os tradutores usaram mais de 3.500 respostas de leitores da Bíblia e, em parte como resultado, chegaram às 12.000 alterações.

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O Sínodo Ecumênico de Mulheres e um departamento holandês de uma rede europeia de mulheres pesquisadoras religiosas enviaram uma carta sobre a questão do uso da letra maiúscula nas referências a Deus como “Ele” à Sociedade Bíblica Holandesa, que publica a tradução da Bíblia. Segundo às assinantes da carta, a utilização da letra maiúscula como respeito a Deus é um “tapa na cara” das mulheres.

“A reintrodução de ‘Ele’ fortalece uma imagem patriarcal de Deus. E enfatiza a masculinidade do ser supremo”, dizem elas.

REINO UNIDO

Enquanto isso no Reino Unido, a pauta esquerdista da “novilíngua” gera ainda mais confusão.

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Autoridades britânicas de saúde ordenaram que enfermeiras em dois hospitais universitários trocassem o termo “leite materno” por “leite humano”. Isso como parte de um esforço da agenda LGBT para que possa tornar o ambiente hospitalar “mais inclusivo para pais trans e não-binários”.

Os termos “amamentação” e “leite materno” nas unidades pré-natais universitários são substituídos a fim de que sejam mais “inclusivas de sexo”. Portanto, “leite materno” muda para “leite humano”, “amamentação no seio” passa a ser “amamentação no peito” e “materno” muda para “parental”.

Aconselharam os profissionais de saúde a usarem estas frases a fim de que possam ser mais inclusos. Também incentivaram as enfermeiras a evitar termos “mãe” e “mulheres” por conta própria, a menos que solicitem em casos específicos. Mas fora isso, deverão usar termos de “sexo neutro”. Como por exemplo, “pessoas” de acordo com o hospital.

 

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