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Gospel

Pai e filha cantam música gospel para famílias das vítimas em Santa Maria

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Incêndio em boate matou 231 pessoas na madrugada deste
domingo (27).

Passadas mais de 24 horas da tragédia que abalou Santa Maria
e o Brasil, o sentimento ainda é de consternação no Centro Desportivo
Municipal, onde está sendo realizado o velório coletivo de algumas das 231
vítimas confirmadas pelo governo do Rio Grande do Sul. Para aliviar a dor de
familiares e amigos, pai e filha foram ao ginásio na madrugada desta
segunda-feira (28) e ofereceram conforto através da música.

Raissa canta e toca violão para confortar família das vítimas veladas no ginásio (Foto: Márcio Luiz/G1)
Raissa canta e toca violão para confortar família das vítimas veladas no ginásio (Foto: Márcio Luiz/G1) 

José e Raissa Silva chegaram ao ginásio por volta das 4h da
madrugada desta segunda-feira (28). Com um violão a tiracolo, percorreram um a
um os caixões das vítimas do incêndio na boate Kiss. Após abraçarem os
familiares, a jovem senta e canta uma canção gospel. São poucos os que não se
emocionam com a melodia em memória às vítimas da tragédia.

“Alguns jovens que morreram eram conhecidos, outros não. Mas
somos todos irmãos, criaturas de Deus. Viemos mostrar nossa compaixão,
solidariedade. A música penetra na alma para serenar”, justificou José.

A primeira mãe a receber o conforto de pai e filha foi Marise
Dias de Oliveira. Ao lado de parentes e familiares, ela se despedia do filho,
Lucas Dias Oliveira, 20 anos. O jovem, que gostava de rodeio e música
sertaneja, foi à festa promovida por universitários na noite de sábado
acompanhado da namorada e de amigos. Do grupo de amigos, ele foi o único que
não sobreviveu.

“Ele estava para recomeçar os estudos, queria trabalhar com
alguma coisa ligada ao campo. Era a paixão dele. Sei exatamente o que estou
sentindo, mas não tenho palavras para me expressar”, comentou a mãe.

Incêndio

O fogo na Boate Kiss, em Santa Maria, teria começado por
volta das 2h30 de domingo, durante a apresentação da banda Gurizada
Fandangueira, que utilizou sinalizadores para uma espécie de show pirotécnico.
Faíscas teriam atingido a espuma do isolamento acústico, no teto da boate, e
iniciado o fogo, que se espalhou pelo estabelecimento em poucos minutos.

O incêndio provocou pânico e muitas pessoas não conseguiram
acessar a saída de emergência. A festa “Agromerados” reunia
estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, dos cursos de Pedagogia,
Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia e dois cursos técnicos.

Pelo menos 101 das vítimas identificadas eram estudantes da
Universidade Federal de Santa Maria, segundo informou a instituição em sua
página na internet.

“Fatalidade”

Por meio dos seus advogados, a boate Kiss se pronunciou
sobre a tragédia. A direção do estabelecimento classifica o ocorrido como uma
“fatalidade”. De acordo com o texto, a empresa está em “situação
regular” e se colaca à disposição das autoridades. A nota foi emitida pelo
grupo de advogados associados Kümmel & Kümmel, que representa os
proprietários da boate.

G1

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