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Polícia conclui que Flordelis mandou matar o pastor Anderson do Carmo

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Flordelis ao lado do pastor Anderson do Carmo – Foto: Reprodção/Instagram

A força-tarefa da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) concluíram que a cantora e pastora Flordelis foi a mandante do assassinato do pastor Anderson do Carmo, morto em 16 de junho de 2019. Além disso, os órgãos prenderam sete pessoas na manhã desta segunda-feira (24). Outros dois mandados de prisão foram emitidos.

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O pastor Anderson do Carmo foi executado, naquela ocasião, com 30 tiros e desde então a polícia do Rio de Janeiro investigava a causa e os mandantes do crime. Segundo a força-tarefa da “Operação Lucas 12”, a deputada federal Flordelis (PSD-RJ), é a mandante do crime. Ela não pôde ser presa por ter foro parlamentar. Flordelis é deputada federal por RJ. A Constituição Brasileira concede imunidade parlamentar a membros da Câmara dos Deputados e do Senado. Os membros do parlamento podem ser presos apenas por crimes cometidos em flagrante por um crime sem possibilidade de fiança.

Nesta segunda, foram presos cinco filhos e uma neta de Flordelis e Anderson. A Justiça ainda emitiu mandados de prisão contra um filho (já preso) apontado como autor dos disparos e um ex-PM. Um sétimo filho, que já tinha sido preso por conseguir a arma, foi denunciado na operação desta segunda-feira.

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Ainda segundo a polícia civil, Flordelis tentou matar o marido pelo menos quatro vezes, antes do assassinato a tiros; uma delas com veneno na comida.

De acordo com o inquérito, Anderson foi morto por questões financeiras e poder na família. De acordo com a polícia, o pastor controlava todo o dinheiro do Ministério Flordelis. De acordo com as investigações, Flordelis já planejava desde 2018 o assassinato de Anderson.

Flordelis vai responder por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. Pelo envenenamento, ela responderá por tentativa de homicídio.

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– O importante é que as prisões foram cumpridas. A investigação chegou a essa conclusão. A motivação é porque ela estava insatisfeita com a forma como o pastor Anderson tocava a vida e fazia a movimentação financeira. Todas as buscas que foram feitas mostraram que essas pessoas estavam envolvidas. São 11 pessoas respondendo criminalmente. Temos 20% da família envolvida nesse crime – Disse o delegado Antônio Ricardo, titular da DHNSGI, em entrevista à GloboNews ao deixar a casa da parlamentar em Niterói.

Presos na Operação Lucas 12

  • Marzy Teixeira da Silva (filha adotiva): cooptou Lucas para matar o Pastor Anderson. Também participou dos envenenamentos;
  • Simone dos Santos Rodrigues (filha biológica): responsável pelos envenenamentos. Simone buscou informações sobre uso de veneno na internet;
  • André Luiz de Oliveira (filho adotivo): ex-marido de Simone, foi flagrado em conversas com Flordelis combinando o envenenamento;
  • Carlos Ubiraci Francisco Silva (filho adotivo): pastor, é citado por participação no planejamento da morte;
  • Adriano dos Santos (filho biológico): auxiliou no episódio da carta falsa;
    Presa em Guaratiba (Zona Oeste do Rio):
  • Andreia Santos Maia (mulher do ex-policial Marcos): auxiliou no episódio da carta falsa.
  • Rayane dos Santos Oliveira (neta): buscou por assassinos para as tentativas anteriores, como Lucas. Estava no apartamento funcional da mãe.

Já estavam presos:

  • Flavio dos Santos Rodrigues (filho biológico): apontado como autor dos disparos, já estava preso e teve um mandado de prisão expedido nesta segunda;
  • Marcos Siqueira (ex-policial): auxiliou no episódio da carta falsa e já estava preso com mais um mandado de prisão expedido nesta segunda;

Foram denunciados:

  • Flordelis dos Santos de Souza: é a mentora do crime. Responderá por homicídio triplamente qualificado; tentativa de homicídio duplamente qualificado; associação criminosa majorada; uso de documento ideologicamente falso e falsidade ideológica;
  • Lucas Cezar dos Santos (filho adotivo): já estava preso, mas não teve mandado de prisão nesta operação.

 


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