União das Igrejas cria petição contra ataques à pastores na Angola

65 missionários e pastores brasileiros estão sob ameaça no país africano

Imagem: Divulgação

A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas), está promovendo um abaixo-assinado para repudiar a violência contra pastores e missionários brasileiros na Angola, na África. A Unigrejas representa mais de 50 mil pastores de diferentes igrejas no Brasil

– Os recentes acontecimentos de manifesta violência à ordem Constitucional assombraram a Unigrejas e, como representante ativa de milhares de ministros evangélicos no Brasil, vem manifestar o seu repúdio frente à omissão das autoridades angolanas – Diz a nota de repúdio.

 

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Segundo a Unigrejas, diante das violências que está acontecendo no país africano, mostram o desrespeito com que as autoridades Angolanas vêm tratando a violação à ordem Constitucional de seu próprio país. Além disso, a organização alega que as autoridades locais têm ignorado o direito à propriedade, a ampla defesa e o contraditório, os direitos sociais, a segurança a preservação da vida e da liberdade religiosa.

– As autoridades preferem se manter omissas e inertes, assistindo passivamente a subversão da ordem social, da segurança jurídica e da paz social do povo angolano, que é tão amigável e irmão de todos os Brasileiros. Tal atitude apenas incentiva a violência, o crescente ódio religioso demonstrado, a xenofobia, o racismo e o preconceito – Disse o documento.

Até a manhã desta quinta-feira (16), mais de 91 mil pessoas já haviam assinado o documento. Para fazer parte da petição, clique aqui.

O Bispo Eduardo Bravo, presidente da Unigrejas, destacou que as autoridades não têm respeitado os brasileiros, tampouco, a constituição do país.

– É flagrante o desrespeito com que as autoridades angolanas vêm tratando a violação à ordem Constitucional de seu próprio país, bem como têm ignorado o direito à propriedade, à ampla defesa e o contraditório, desrespeitam os direitos sociais, a segurança, a preservação da vida e da liberdade religiosa – Disse o Bispo.

Entenda o caso

Tudo se iniciou, porque a Igreja Universal do Reino de Deus em Angola teve cinco templos invadidos em 22 de junho quando ex-pastores angolanos expulsos da Igreja Universal por condutas imorais e até atos criminosos invadiram igrejas e agrediram pastores e seus familiares e funcionários. Em uma ação orquestrada e violenta, os templos foram invadidos e tiveram suas portas arrombadas.

As cenas de perseguição religiosa e os episódios de xenofobia em Angola, provocaram forte reação até de políticos brasileiros. O presidente Jair Bolsonaro entrou em contato com o presidente angolano, manifestando preocupação com os recentes episódios.

A crise que já dura 3 semanas se agravou nos últimos dias com uma ação de 80 homens do SIC, o Serviço de Investigações Criminais de Angola, que vasculharam mais de 20 casas de pastores e bispos da Igreja Universal e apreenderam bens pessoais.

 


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