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Comissão da Câmara aprova parecer contra o aborto

A Comissão de Constituição de Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, em votação simbólica nesta quarta-feira, um parecer contrário a dois projetos que descriminalizam o aborto. Apesar disso, os projetos podem ir para o plenário da Câmara. Um dos projetos prevê a descriminalização total, enquanto o outro permite a interrupção da gravidez de até 90 dias. 

O presidente da comissão, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que somente o constituinte originário teria condições de descriminalizar o aborto, porque está na carta-magna que todos tem direito à vida.

Muitos parlamentares ligados às igrejas católicas e protestantes também são contrários a descriminalização, entre eles, está o deputado Carlos Willian (PTC-MG), que fez um discuso teatral citando passagens bíblicas e levou bonecas e um caixão. Além disso, o parlamentar chamou de "assassinos de crianças" os colegas que se manifestaram a favor da descriminalização do aborto.

Outros parlamentares usaram cartazes para pressionar os colegas contra o aborto. Os deputados Luiz Carlos Bassuma (PT-BA) e Miguel Martini (PHS-MG) apresentaram imagens fortes contendo fetos vítimas de aborto.

O deputado José Genoíno (PT-SP), um dos favoráveis a descriminalização, reclamou que o tema não foi discutido o suficiente no Congresso, apesar do primeiro projeto votado hoje estar na casa desde 1991. O parlamentar acredita que somente a descrimalização do aborto poderá reduzir a prática clandestina. Segundo ele, o aborto não pode ser discutido nem na sacristia, nem na delegacia.

Platéia

A sessão da CCJ foi acompanhada por militantes favoráveis e contrários ao aborto. Representantes do movimento em prol da Vida levaram bonecas representando crianças. Já mulheres que integram entidades que defendem o aborto fizeram um protesto silencioso, colocando lenços roxos sobre a boca, como se estivessem amordaçadas.

Fonte: O Tempo

Thalles Brandão

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