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Diretor de Preto no Branco sobre críticas a clipe: “pessoas preconceituosas ou ignorantes”

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Diretor de Preto no Branco sobre críticas a clipe: “pessoas preconceituosas ou ignorantes”

Foto: Reprodução/Instagram

A banda cristã Preto No Branco lançou na última quarta-feira o clipe da canção “Meu Lugar É Seu Amor” em seu canal no YouTube. O vídeo é estrelado por um ator que, na trama, vive uma personagem travesti que desde a infância sofria bullying por ser homossexual, além de depoimentos e cenas com pessoas do meio LGBT.

O clipe já ultrapassou mais de 550 mil visualizações na plataforma do YouTube e foi bastante criticado pelo teor do clipe e da letra, mas também serviu para abençoar milhares de pessoas que se identificaram com a canção e testemunharam que foram tocadas de alguma forma.

O diretor do Preto No Branco e idealizador do projeto do grupo, Alex Passos, concedeu entrevista ao Portal G1. A matéria foi publicada pelo site nesta terça-feira (10). Nela, Alex respondeu algumas perguntas sobre o lançamento do clipe e disse que “A gente achou que ia apanhar muito mais, mas até que não” sobre as discussões o conteúdo do clip.

Perguntado como foi a ideia de elaborar o clipe, Alex disse que o vídeo tinha sido feito para a canção “Me Deixa Aqui” que teve a participação da cantora Priscilla Alcântara, porém acharam ideal em fazer uma música especialmente para o vídeo projetado, e com isso nasceu “Meu Lugar É Seu Amor”.

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Sobre as críticas que ele e principalmente a banda Preto no Branco tem recebido de fãs e maiormente de pessoas cristãs, Alex não hesitou em intitular-los de “preconceituosas ou ignorantes” devido a falta dos mesmos em ligar o que foi tratado no clipe à palavra de Deus.

“É natural que uma abordagem dessas em um contexto religioso, vão ter pessoas que não vão entender. E a crítica é muito normal. Eu não diria de mais caretas, porque tem gente que é careta no meio religioso, mas tem um entendimento.”, disse Alex sobre as críticas e caretas recebidas. “São pessoas que ou são preconceituosas ou são ignorantes no que diz respeito à própria Bíblia, né? Porque o que estamos dizendo é completamente bíblico, sobre o amor de Deus. A gente achou que ia apanhar muito mais, mas até que não.”, afirmou o diretor.

O diretor também disse da importância de abordar temas ligados à comunidade LGBT nas canções gospel e falou que a música tem o poder de emocionar e mexer com a alma de alguém.

“A gente entende que a arte tem grande poder de comunicação. A música toca a emoção, ela mexe na alma, traz raízes. Às vezes, você escuta uma música que ouvia na infância e viaja. A música é muito poderosa. Ela pode ser usada pro bem e pro mal. Como uma banda gospel, (gostamos mais do título de banda protestante do que gospel, mas somos uma banda gospel, sim), nosso papel também é protestar contra a falta de amor.”, disse ele.

“Até hoje ninguém tinha feito isso no nosso meio. Acho que é o medo de ser incompreendido. Deus nos convidou a fazer isso, não foi uma direção que não veio da nossa cabeça. Como estratégia, não seria uma boa ideia.”, disse Alex.

Tirando como base a declaração dele que optou em escolher uma pessoa de orientação LGBT do que um viciado em drogas, Alex foi perguntado se ambas as pessoas recebem o mesmo tratamento das pessoas, segundo Alex Passos, se a banda colocasse uma pessoa que se drogava e no final cair de joelho e sentir a presença de Deus, todo mundo iriam achar bonito, para ele as pessoas não entenderiam que a banda estaria falando de amor, mas que ao colocar uma drag queen não teria esta mesma reação, pois muitos religiosos iriam questioná-los de qual seria a mudança final da drag.

“Você iria entender que as mudanças ali são só o começo. A relação com Deus vai mostrar o caminho que ele vai seguir. Não teria polêmica como tem tido se fosse outra história.”, finalizou Alex Passos em entrevista ao Portal G1 publicada nesta terça-feira.

Além de ser diretor da banda Preto no Branco, Alex Passo também dirige os projetos do também cantor cristão Thalles Roberto, que inclusive teve um DVD gravado na dia 03 de março em Belo Horizonte com a direção de Alex.

 

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