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Gays evangélicos buscam por igrejas inclusivas

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A reportagem da TV Brasil conversou com pastores que enfrentaram o preconceito e criaram Igrejas inclusivas.

 

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A grande maioria dos fiés que buscam igrejas inclusivas relata que a repressão, em muitos casos, começa em silêncio, com o desvio de olhares na igreja. Em seguida, vêm os comentários e a proibição de exercer tarefas simples, como cantar. Até que um dia o fiel desiste de frequentar o templo, onde não se sente acolhido.

 

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“Onde está o pecado entre duas pessoas que se gostam, que se relacionam sexualmente de uma forma responsável?”, pergunta Padre Beto, que foi excomungado da Igreja Católica e hoje é o líder religioso da Igreja Humanidade Livre, em Bauru.

 

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Lanna Holder na Igreja Cidade Refúgio (Foto: TV Brasil/Reprodução Youtube)

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A pastora Lanna Holder viajava o mundo testemunhando a “cura” de sua homossexualidade e se considerava uma “ex- lésbica”. Até que conheceu a cantora gospel Rosania Rocha. As duas fiéis evangélicas se casaram e fundaram uma Igreja com sede em São Paulo. “Eu poderia viver a vida inteira um celibato, mas a minha sexualidade sempre iria ser aquela. Eu nasci assim”, diz Lanna Holder.

 

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Deputado Marco Feliciano (Foto: Tv Brasil/Reprodução Youtube)

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A equipe da TV Brasil também ouviu o deputado federal Marco Feliciano, da chamada “bancada da Bíblia”, que diz que “essas agremiações religiosas não são igrejas, eles pegam um pedaço da Bíblia e diz, esse pedaço presta e esse pedaço não presta”. Entre os entrevistados estão pastores homossexuais e conservadores contrários às relações homoafetivas. Daniella Campos, transexual surda, assiste ao culto evangélico com a ajuda do religioso Silas Rosa, intérprete de libras e também homossexual.

 

 

Assista a reportagem:

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Expulsos de outras congregações, gays evangélicos fundam igreja no DF

 

A reportagem do UOL também abordou o assunto sobre igrejas inclusivas e conta a história de um grupo de pessoas que fundaram uma comunidade em Brasília.

 

Fundada em dezembro de 2005, a congregação começou com um grupo de cinco pessoas que não eram aceitas em outras igrejas. Com o tempo, cresceu e ganhou o status de igreja. Dos cinco fundadores, dois continuam. Em média, 80 pessoas participam dos cultos. De acordo com a pastora Márcia Dias, cerca de trezentas pessoas fazem parte da congregação, e quase 100% são gays, lésbicas, bissexuais ou transexuais – incluindo ela própria. “De cabeça, lembro de três heterossexuais que frequentam”, diz.

 

A Igreja Athos prega a teologia inclusiva, ou seja, não condena a homossexualidade. Toda a argumentação para aceitação vem da própria Bíblia. “Há muitos erros por parte de outras igrejas. Sodoma e Gomorra, por exemplo, não era formada só por gays. Ou seja, não é a homossexualidade que foi punida por Deus”, afirma a pastora.

 

Márcia também aponta que as regras da Athos são parecidas com as de outras igrejas evangélicas: “Não permitimos a promiscuidade. O sexo pode ocorrer entre pessoas que já mantém uma relação estável. Não estamos exigindo registro em cartório, até porque a Bíblia não fala disso, mas sim que as pessoas estejam com um parceiro”.

 

Cerca de 90% dos fiéis são do sexo masculino. O designer gráfico Fábio Carvalho (que cuida das redes sociais da Athos), diz que isso acontece por que é mais fácil para mulheres disfarçarem a homossexualidade. “Algumas mulheres são lésbicas, frequentam igrejas e ninguém percebe. Com homens, é diferente”, aponta.

 

A grande maioria dos frequentadores já foi expulsa de outras igrejas por causa da orientação sexual. O secretário executivo Marcelo Araújo, 29, é um exemplo. “Até os 16 anos, eu frequentava uma igreja e não havia me assumido gay. Um dia fiquei com um menino e a história chegou ao pastor. Ele me chamou e me expulsou. Não adiantou nem argumentar”.

 

Depois de um período morando nas ruas, ele foi acolhido por uma família responsável por outra igreja. Depois de tentar, sem sucesso, um relacionamento heterossexual, ele se assumiu em um jantar de família. “Disse que eu tinha uma pessoa e perguntaram porque ela não estava lá no jantar. Aí disse: não é ela, é ele”, conta Marcelo. A confissão causou mais uma expulsão.

 

Antes de encontrar a Comunidade Athos, Marcelo disse que tentou a cura gay. “Fui a psicólogos e até me levavam para montes para fazer a libertação. Não deu. Me afastei da igreja, e só quando descobri a igreja inclusiva pela internet, voltei a praticar a fé e me sentir em paz em relação à minha sexualidade. Hoje sou feliz”, diz. Há dois anos ele está na Athos e conheceu o companheiro em um culto da igreja inclusiva.

 

Com informações de TV Brasil e UOL.

 

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