O outro lado da moeda

Assim, superada esta crise aguda do coronavírus, teremos um Brasil pronto para receber um vinho novo, com ações novas, inteligentes e responsivas aos desafios, tanto pelo tempo em que são dadas quanto pela qualidade delas.

Foto: Reprodução

Vivemos um momento ímpar em nossa história. O coronavírus parou o mundo e, consigo, trouxe uma série de incertezas e temores. É óbvio e absolutamente necessário voltarmos nossa atenção às ações de contenção da doença e de impacto à economia. Precisamos ser implacáveis. Entretanto, o surgimento desta doença e o seu rápido avanço, nos trazem a oportunidade de refletir sobre o outro lado da moeda – o funcionamento das instituições democráticas do país.

A Bíblia diz em Mateus 9 que não se põe vinho novo em odre velho. Em outras palavras, o que Jesus afirma é que não existe transformação parcial. A mudança tem que ser completa. Se assim não for, o estrago é ainda maior: o odre é rompido e o vinho é entornado.

Os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário buscam por soluções imediatas. O trabalho tem sido diuturno e as medidas divulgadas visam amparar o sistema de saúde; suprir às necessidades básicas dos trabalhadores e dar fôlego às empresas.

Medidas inéditas, e outrora avaliadas como impossíveis, nos surpreendem. O corte de gastos da Câmara é um exemplo clássico. Há muito tempo diversos parlamentares militam pela redução de gastos e uso eficiente das verbas de gabinete. Iniciativas como o remanejamento destas economias para educação e outras áreas de investimento prioritário foram classificadas como inconstitucionais e rejeitadas de plano.

Entretanto, em um único ato, o montante é remanejado para ações que realmente importam à sociedade. Por certo, não podemos nos furtar da consciência que situações emergenciais demandam ações de natureza radical. Mas desde quando as necessidades básicas do país como educação e saúde não estiverem em um patamar de urgência?

Certamente o mundo não será o mesmo pós-covid 19. O Brasil precisará de um corpo político que desempenhe seu papel de maneira mais responsável, resiliente e contínua. A crise mostrou que isto é possível. A política pode contribuir muito mais.

 

Lucas Gonzalez nasceu em Belo Horizonte/MG. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito Milton Campos, pós-graduado em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas, empresário, palestrante e pastor voluntário na Igreja Batista da Lagoinha em BH. Lucas é também Deputado Federal pelo Partido NOVO/MG. Ele ainda é Secretário Adjunto da Secretaria da Juventude da Câmara dos Deputados e Presidente da Frente Parlamentar de Prevenção ao Suicídio e Automutilação. Você pode acompanhá-lo em suas redes sociais e no YouTube: Lucas Gonzalez.

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