Pastor batiza mulher dentro de caixa d’água em Tatuí no interior de São Paulo

O pastor Vinicius Armele teve a ideia de levar o tanque batismal até a casa da moradora de Tatuí.

Mulher é batizada em casa durante a pandemia do coronavírus — Foto: Oséias Sallazar

Atualizado em 22/11/20 – Um batismo nas águas foi realizado por um pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia na tarde de uma quinta-feira, (09/04), dentro de uma caixa d’água na casa de uma mulher. O batizo inusitado e ao mesmo tempo emocionante foi realizado desta forma devido a quarentena imposta à população e a proibição de cultos religiosos, ambos para conter a proliferação do coronavírus.

A igreja que fica em Tatuí, a 140 km de São Paulo, através do pastor Vinicius Armele,  tornou possível o sonho de Walkiria Aparecida Silva Costa de se batizar mesmo durante a pandemia do coronavírus.

Para conseguir realizar o batismo, o pastor Vinicius, da igreja que fica no bairro Jardim Wanderley, levou uma caixa d’água na caçamba de uma caminhonete. A cerimônia religiosa contou com a presença apenas dos familiares da mulher, que desejava o batismo ainda antes de começar a pandemia. Na Igreja Adventista do Sétimo Dia, o batismo é feito pelo método de imersão, quando a pessoa é totalmente mergulhada nas águas, assim como Jesus Cristo teria feito, segundo a Bíblia, no Rio Jordão.

“Nesse momento de pandemia, nossas igrejas estão fechadas, mas os corações continuam abertos. Preferimos não fazer o batismo na igreja para evitarmos problemas e para não dar a entender que estávamos indo contra o governo”, disse o pastor.

“Trazer o tanque batismal foi a melhor solução que encontramos. Assim como a Walkiria, outras pessoas estão tomando a decisão pelo batismo e da mesma forma vamos em suas casas, com a caminhonete e o tanque batismal”, completa Vinicius.

Decisão pela Fé

Walkiria frequenta a igreja há dois anos, mas tomou a decisão pelo batismo recentemente. Porém, a mulher conta que ficou apreensiva depois que começou a pandemia, achando que não conseguiria se batizar tão cedo.

“Eu decidi que tinha que ser na Semana Santa em uma conversa com Deus. Porém achei que não seria possível, pois as igrejas estão fechadas”, disse Walkiria. “Não era o que eu imaginava, afinal eu imaginava batizar na igreja, com meus amigos todos juntos. Mas sei que todos estão juntos em comunhão, em oração, e isso é o que me deixa mais feliz”, afirmou Walkiria.

“Aqui na minha igreja os membros deram o nome de ‘Caminhonete da Esperança’, afinal você não precisa sair de casa pra encontrar Jesus, Ele vai até você”, conta o pastor, que usou luvas e máscara, assim como Walkiria, para se proteger o máximo possível durante a cerimônia religiosa.

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