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A cultura do Reino – Lucas Gonzalez

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Bíblia Sagrada – Foto: Hannah Busing/Unsplash

A Bíblia diz que o caminho que nos conduz à vida eterna é estreito. A dimensão desta estrada guarda total relação com o estilo de vida que adotamos ao compartilhar nossa caminhada com Cristo. A conversão nos leva a redirecionar nossas escolhas e atitudes. Quando aceitamos a Jesus, nossas decisões devem partir sempre das verdades bíblicas.

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Em certa ocasião, Jesus disse que para entrar no Reino dos Céus era necessário nascer de novo. Isso implica em construir uma nova história, sem velhos costumes. Uma nova vida não comporta resquícios de hábitos antigos ou comportamentos que, embora socialmente justificáveis, não são compatíveis com a verdade das Escrituras.

Em diversos momentos da história de Israel, Deus adverte o povo a não incorporar prática de povos pagãos. Todas as vezes que isso acontecia, o pecado tornava-se um estilo de vida dos judeus.

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O conceito de nação, dentre outros aspectos, está diretamente relacionado ao povo que vive em um mesmo território tem uma mesma história e compartilha a mesma cultura. A convivência entre vários povos resulta em um entrelaçamento de hábitos e costumes, o que, em muitos casos, é positivo. Neste artigo trarei duas dimensões negativas deste casamento.

A importância de ser Luz

“Ouvi a palavra que o SENHOR vos fala a vós, ó casa de Israel. Assim diz o Senhor: Não aprendais o caminho dos gentios, nem vos espanteis dos sinais dos céus; porque com eles se atemorizam as nações. Porque os costumes dos povos são vaidade; pois corta-se do bosque um madeiro, obra das mãos do artífice, feita com machado” – Jeremias 10:1-3.

Uma das características mais marcantes de Deus é a santidade, que nada mais é que inadmitir comportamentos que não guardam qualquer relação com sua natureza divina. Se Jesus diz que somos luz, devemos trazer nitidez onde há escuridão e não nos adaptarmos ao escuro, como muitas vezes acontece. Isso reflete a santidade d’Ele em nós. Se há corrupção, a luz de Deus em nós, deve extirpar este tipo de comportamento. Se há injustiças, nossas atitudes devem corrigir estas distorções, independentemente se a injustiça é conosco ou com o próximo.

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Em 2012, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE apontou que mais 80% da população do Brasil se autodeclarava cristã. Naquele momento, a curva de cristãos protestantes estava em ascendência, com pouco mais de 22%.

A igreja brasileira tem clamado a Deus por mudança. Pedimos um governo correto, leis justas e o fim da corrupção. Entretanto, para isso, precisamos nos desfazer de velhos comportamentos, mesmo que isso já esteja tão enraizado em nós.

Se fizermos um exercício rápido de pensar nos aspectos da cultura brasileira, uma das primeiras coisas que nos vem à mente é o “jeitinho”. Ah, este jeitinho faz tanta gente tropeçar e, com isso, impede o agir de Deus. Precisamos nos desvencilhar de comportamentos que são incompatíveis com a Palavra, ainda que culturalmente isso seja aceito.

O perigo de teorias seculares para a igreja

Outro ponto que merece máxima atenção da igreja é a adaptação do modo de enxergar determinados pensamentos. Em Romanos 12:2 Paulo nos adverte para não nos conformamos com este século, mas nos transformar pela renovação do nosso entendimento. Observa-se com frequência que diversos cristãos têm importado teorias seculares para a igreja, sob diversos argumentos escusos que definitivamente não guardam relação com a palavra de Deus.

É muito bom saber que no Senhor temos a segurança da sua imutabilidade diante do tempo e das circunstâncias. Assim, teorias que tentam modelar a bíblia ao que é socialmente bonito ou aceitável, rememora os tempos em que o povo se esquecia dos ensinamentos de Deus e se adequava aos hábitos de outros povos. O resultado era sempre o mesmo; a nação colhia as consequências negativas desta escolha.

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Assim, se queremos um Brasil transformado, precisamos identificar os resquícios da velha vida, dos hábitos que não exaltam a Deus e não atraem as suas bênçãos. Como cristãos, precisamos influenciar a nossa cultura e a nossa história em vez de adaptarmos realidades opostas ao reino.

Você pode acompanhá-lo em suas redes sociais e no YouTube: Lucas Gonzalez.

 

 

 

 

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Este texto é de responsabilidade do autor e não reflete, necessariamente, a opinião do Portal Gospel Minas.

 

Lucas é mineiro, graduado em Direito e pós-graduado em Gestão Empresarial. Empresário, palestrante e pastor voluntário na Igreja Batista da Lagoinha, Lucas é também Deputado Federal pelo Partido NOVO/MG. Suas principais bandeiras são: infraestrutura, inserção do jovem no mercado de trabalho, administração pública eficiente e combate à corrupção.

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