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Cantora gospel Quesia Freitas sobre marido: “Ele já me ameaçou com uma arma e tentou me estrangular”

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A cantora gospel Quesia Freitas já havia feito dois registros de ocorrência contra o marido, Bruno Feital – Foto: Reprodução/Instagram

A cantora gospel Quesia Freitas, vítima de agressões físicas praticadas pelo próprio marido, falou sobre a repercussão do caso. Ela, que tem 35 anos, tenta se recuperar em um retiro espiritual, em São Paulo. Quesia é irmã do também cantor gospel Juninho Black, ex-integrante da Banda Preto No Branco.

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Ao jornal Extra, Quesia disse que o seu casamento com Bruno Feital, também de 35 anos, foi marcado por constantes agressões e ameaças, inclusive já registrou três ocorrências na delegacia com base na Lei Maria da Penha. Eles estão casados há um ano e três meses.

O último episódio de violência contra ela aconteceu no último sábado (21/11), quando Bruno foi flagrado batendo nela, dentro de um shopping no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Após o acontecimento, Quesia foi levada até uma delegacia e prestou queixa contra o rapaz. Ela conta que sentiu medo e não conseguiu falar sobre a violência doméstica que sofre desde os primeiros dias do casamento.

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Dentre as constantes agressões que sofreu no decorrer dos meses, Quesia conta que o marido já a ameaçou jogá-la da sacada, com uma arma em diversas brigas e até tentou te estrangular.

— Está tudo bem dolorido. Têm dias que estou melhor, outros não. Foram muitas coisas. Essa agressão do shopping só o empurrão e o puxão, mas só eu sei o que passava dentro de casa. Ele sempre me ameaçou, dizia que iria me matar, que iria me jogar da sacada, que tinha coragem para isso. Já me ameaçou com uma arma diversas vezes e até tentou me estrangular em uma das brigas que tivemos — diz a cantora.

Quesia Freitas afirma que está arrependida de ter aceitado voltar para o marido depois de duas queixas na polícia, dois pedidos de medida protetiva — que foram arquivados a pedido da vítima  —, além do divórcio litigioso – quando o casal discorda sobre uma ou algumas questões pertinentes ao divórcio.

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— Hoje, eu me arrependo de tudo. É duro falar, mas eu tinha e ainda tenho um sentimento por ele, aquele que rasga por dentro. Mas hoje vocês viram esse vídeo, mas poderia ser um vídeo do meu óbito, de eu caindo da janela ou de ele me jogando da sacada – Disse ela.

Perguntada sobre o motivo que fez o esposo a agredi-la no último sábado, Quesia conta que começou porque Bruno não encontrou um achocolatado que procurava. Além disso, o marido teria reclamado da roupa que ela estaria usando. Ao questionar o marido pelas intensas reclamações, foi quando que as agressões aconteceram. 

— Ele começou a gritar, e eu fiquei com vergonha. Ele me empurrou e eu travei. Mas na hora eu pensei: “Chega! Cansei dessa vida”. Estava exausta, e vi que ali, em um lugar público, seria o empurrão que eu precisava para acabar com tudo. Eu perdi a guarda do meu filho mais novo por causa dele. Meu filho viu ele me agredindo e dizia que “ele era mal e que tinha medo”. Mas é complexo… Hoje tem a ferramenta, que são os vídeos, que provam tudo — Disse ela.

Quesia é mãe de três filhos, de 12, 10 e 7 anos e contou também ao site Extra que quando ela conheceu Bruno em 2019, ele já demonstrava ser um homem nervoso, de pavio curto e muito ciumento, mas, deixou a paixão e o amor falarem mais alto no seu relacionamento com ele. Um dia após o casamento com ele, Quesia sofreu sua primeira agressão.

Ambos foram parar na delegacia, com ele enquadrado na Lei Maria da Penha. Três dias depois, ela conta que entrou com um pedido de medida protetiva, que foi concedido pela Justiça do Rio por 90 dias e que obrigava o agressor a ficar a 400 metros de distância dela. No entanto, após pedidos de desculpas, Quesia aceitou retirar a queixa e voltou para o marido.

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Quesia revelou ainda que Bruno pegou uma arma emprestada com um amigo e chegou a apontá-la algumas vezes para ela, quando ela dizia que iria embora e se separar.

— O meu inferno começava à noite e ia até a madrugada. Eu só rezava para acabar logo. Muitas das brigas aconteciam porque eu não queria ter relações sexuais sempre, mas ele não aceitava isso. Nem mesmo quando eu estava com cinta médica após uma cirurgia ele respeitou. Já tive relações sexuais chorando, porque ele me obrigava. Ele usava a minha religião e dizia que “mulher não tem que negar — Disse ela.

Em abril deste ano, aconteceu a segunda queixa na polícia, que culminou com o pedido de divórcio e a segunda medida protetiva, desta vez, de 200 metros. A separação durou apenas quatro meses, quando Quesia Freitas aceitou dar mais uma chance ao relacionamento e retirou a medida protetiva. No entanto, ela relata que as agressões pioraram nesse últimos três meses.

— Eu passei por cima de tudo, perdi tempo. Me arrependo, sem sombra de dúvidas, de ter voltado agora. Eu queria uma família, achei que teria a família que sempre sonhei, que daria certo. Mas vivia uma dependência dele, não financeira, mas psicológica e emocional. É feio falar, mas eu amei e ainda o amo. Ninguém deixa de amar da noite para o dia. Mas ele já me avisou: “se eu te encontro, eu te atravesso”. Não quero perder a minha vida — Disse ela.

O delegado que está a frente do caso disse que já ouviu Quesia, mas ainda aguarda o marido comparecer na delegacia. 

— Ele ainda não foi ouvido, mas espero que ele compareça por conta própria. Vamos ouvi-lo e fazer averiguações. O agressor já tinha outros registros que envolviam violência doméstica contra ela. Ele foi enquadrado por lesão corporal contra mulher, na Lei Maria da Penha. No caso, mais dois outros casos. Nós recolhemos as imagens das câmeras de segurança para anexar ao processo. Nelas, o agressor aparece puxando o cabelo e o braço dela. Tudo será juntado ao processo. Agora, ela aguarda que a Justiça autorize as medidas protetivas — diz o delegado Alan Luxardo, da 42ªDP (Recreio).

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