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“Jesus me deu força”, diz sargento que atendeu ocorrência de acidente que matou a própria filha

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Sargento da PM Severino Góis com a filha Gabriella, de 19 anos, que morreu em um acidente de moto neste sábado (28) em Macaíba — Foto: Arquivo da família

Um sargento da Polícia Militar do Rio Grande do Norte se apegou a fé em Deus segundos depois que passou pela pior experiência da vida, após atender uma ocorrência de acidente na cidade de Macaíba, na região Metropolitana de Natal. Ao checar a ocorrência, o militar descobriu que uma das vítimas era sua filha, que morreu no acidente.

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O sargento Severino Góis, de 54 anos, teve a surpresa desagradável de atender a ocorrência que culminou na morte da filha Gabriela Nascimento de Góis, de 19 anos. A jovem estava acompanhada do namorado, que também morreu no acidente de carro. Ele conta que teve que pedir muita força a Deus quando viu que era ela.

“Quando eu cheguei no local eu vi que tinha uma guarnição da PRF. Aí eu pensei: ‘esse acidente não foi na estrada de barro, foi aqui na BR. Isso é com a PRF. Mas vamos encostar aqui ao lado’. Aí eu encostei a viatura com a minha equipe. Ao chegar no local, eu vi a moto toda destruída. A pancada foi violenta. Aí eu olhei, por trás da moto, e vi um capacete rosa. O capacete que era da minha filha. Eu olhei e disse ‘esse capacete eu conheço, é da minha filha’. Aí o rapaz veio para perto de mim e disse ‘calma, sargento Góis. Foi Gabi’”, contou o sargento ao InterTV Cabugi.

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“Nessa hora Jesus me deu força”

Logo em seguida, Severino sentiu que Jesus deu força para suportar aquele momento trágico. E detalhou como viu a filha morta naquele acidente.

“Nessa hora Jesus me deu força, me deu coragem, e eu me desloquei até o carro. Chegando no lado do passageiro eu visualizei o meu genro. De costas, já dentro das ferragens. E eu vi os pés dela. Então eu corri, arrodeei pelo lado do carro e abri a porta. Quando eu abri a porta, minha filha estava deitada como se estivesse dormindo. Naquele momento eu abri minha mente para Deus e disse ‘Senhor, me dá forças. Porque eu sei que minha filha não está mais comigo, nem meu genro. Mas o Senhor vai me dar forças”, conta.

Ele conta que ficou no local do acidente até a chegada do Instituto Técnico-Científico de Perícia (ITEP). O corpo de João Vitor foi velado na Igreja Adventista, em Macaíba. Já o corpo de Gabriella foi velado na casa da família dela, que fica na marginal da BR-226, onde o acidente aconteceu – ambos neste domingo (29/11).

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O acidente fatal

Gabriella e o namorado João Vitor Lima da Silva, de 21, trafegavam em uma moto na BR-226, no sentido Natal, quando bateram na lateral de uma caminhonete que iria cruzar a via. Com o impacto, o casal foi arremessado e entrou pela janela do carro. Os dois morreram no local. O motorista da caminhonete abandonou o veículo e fugiu do local.

Quando a polícia chegou ao local para atender a ocorrência, um dos policiais percebeu que uma das vítimas do acidente era a filha dele. No momento o sargento ficou muito abalado e não quis falar com a imprensa, mas em entrevista à Inter TV Cabugi, no dia seguinte, ele contou que Gabriella queria ser policial rodoviária federal e que estava estudando para realizar esse sonho.

“Ela era uma menina estudiosa. Semana passada mesmo ela me disse que ia me dar muito orgulho, que ia ser policial rodoviária federal. Mas não deu tempo”, lamentou.

 

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