Professores municipais de Belo Horizonte decidem manter greve

Após assembleia realizada na Praça da Estação nesta segunda-feira (02), no centro da capital mineira, os professores da rede municipal de BH decidiram manter a paralisação.

Professores municipais de Belo Horizonte decidem manter greve

Foto: Sindi-rede

Após assembleia realizada na Praça da Estação nesta segunda-feira (02), no centro da capital mineira, os professores da rede municipal de BH decidiram manter a paralisação iniciada na última quinta-feira (27) por tempo indeterminado. A decisão foi tomada pelo Sind-Rede/BH, uma vez que não houve, por parte da prefeitura, nenhuma reunião de negociação, desde que o movimento foi iniciado.

Dentre as reivindicações da categoria está o pagamento do piso salarial nacional, que sofreu reajuste de 12,84% no ano de 2020, e também a quitação de parcelas do reajuste salarial de 3,78%, conforme negociação estabelecida durante a paralisação de 2019, e que deveria ser paga a partir do inicio deste ano, o que ainda não ocorreu.

Também são reivindicados, a reorganização da perícia médica, fim da terceirização e da política para readaptação funcional, descentralização dos recursos de manutenção das escolas, implementação das 7hrs de planejamento e reorganização dos cargos e funções dos Assistentes Administrativos Educacionais (AAEs).

Por sua vez, a PBH encaminhou resposta às reivindicações dos professores da rede municipal na semana passada, esclarecendo que o município de Belo Horizonte paga valores superiores ao piso nacional do magistério para níveis de ingresso, proporcionais a jornada de 40 horas semanais, sendo R$ 3.501,95 para professores de educação infantil (21,3% acima do piso) e R$ 4.256,64 para professores municipais (47,5% acima do piso). A PBH também admitiu em sua resposta, que cerca de 500 servidores, incluindo aposentados e pensionistas que se enquadram nos níveis 1 e 2 de carreira recebem menos que o piso e terão aumento entre R$ 2,91 e R$ 80,08.

Sobre o aumento de 3,78% que deveria ser pago desde o início do ano, foi informado pela administração municipal que o valor será pago de forma retroativa, assim que o projeto de lei for aprovado em segundo turno na Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

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