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Porta dos Fundos volta a zombar da fé cristã em novo especial de Natal: “Jesus não vai voltar”

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Fábio Porchat como Jesus para Especial de Natal do Porta dos Fundos – Foto: Divulgação/Porta dos Fundos

Em 2019, o especial de natal “A primeira tentação de Cristo” gerou grande fúria entre os cristãos. Pois foi sugestionada a homossexualidade do personagem Jesus. Na época quem fez a interpretação, foi Gregorio Duvivier. E assim sofreram um atentado à produtora do grupo na véspera de natal.

Para 2020, os humoristas apostaram em um episódio com um arsenal mais modesto sobre costumes. Mas também com referências à política nacional. A começar pelo nome: “Teocracia em vertigem”; em inspiração no documentário indicado ao Oscar “Democracia em vertigem”, de Petra Costa.

O especial volta ao YouTube após dois anos sendo exibido pela Netflix. Aliás, em acordo com a Netflix, o Porta dos Fundos assegurou os direitos de exibição de “Se beber, não ceie” (2018), além do especial de natal de 2019. Em 2021 os dois episódios também estarão disponíveis no canal do Porta dos Fundos no YouTube.

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“Acredito que a reação com o ‘Teocracia em vertigem’ não será tão explosiva quanto a gerada pelo especial do ano passado. Vivemos num país que aceita a cultura da corrupção e da rachadinha, mas se revolta com dois homens que se relacionam”, critica Antonio Tabet, que dá vida ao centurião Peçanhus.

Além disso, quem assina o roteiro é Fábio Porchat. Mas com a pandemia, surgiu a ideia do episódio rodar em formato de documentário. Cenas em estilo “talking heads”, isto é, pessoas de modo isolado dando depoimentos. Portanto, apenas algumas cenas gravadas sob todos os protocolos sanitários.

Consultoria com pastores e rapper

Antes de chegar a conclusão do roteiro final, Porchat o enviou para alguns pastores evangélicos. Como por exemplo, Henrique Vieira e Caio Fábio. Logo após, houve uma consultoria com o rapper Emicida. Que lhe enviou nomes de alguns rappers para que pudesse se inspirar.

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Na sequência, Porchat apresenta um número musical de hip hop em que Jesus Cristo diz que não vai voltar. Com a explicação de que já veio à Terra três vezes (como mulher, negro e travesti), e sendo assim assassinado em todas as ocasiões.

Durante o musical de Jesus é exibida a cena real da câmera de segurança que mostra o momento do ataque que receberam em 2019. Aliás, durante o musical há outras provocações sobre o atentado. Em certo momento, um personagem cogita que Jesus esteja refugiado na Rússia. O que faz ligação ao principal suspeito do ataque que viajou para o país cinco dias depois.

Porchat diz que devorou o Novo Testamento para criar a sua trama. Já Duvivier cita como sua referência “Zelota: a vida e a época de Jesus de Nazaré”. Que retrata Jesus como uma figura mais humana, com contradições, falhas e virtudes. Para Gregorio Duvivier, um dos méritos de “Teocracia em vertigem” é inserir Jesus Cristo em um contexto de perseguição política.

 

 


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