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A outra face

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Foto: Reprodução/Computerworld

Recentemente, o mundo parou para assistir aos protestos contra a morte de George Floyd, nos Estados Unidos. As manifestações ganharam grandes proporções e em diversas nações do mundo ouve-se o grito pelo respeito às vidas negras.

A manifestação pela igualdade de tratamento é perfeitamente legítima. As principais Cartas de Direitos Humanos reafirmam a importância do direito à vida e a igualdade entre homens, mulheres, independentemente de cor, sexo ou religião.

 

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O Cristianismo parte desta premissa. Alias, a positivação de tais direitos deu-se em razão da luta de cristãos que compreenderam que o nascedouro destas garantias e a própria Palavra de Deus. A leitura deste direito deve ser feita de maneira unificada. Isto significa que um trecho jamais contraria outro, na verdade eles se complementam. Neste sentido, os protestos são necessários para denunciar injustiças e reivindicar respostas. Mas a legitimidade destes instrumentos está adstrita à ordem e ao respeito a outros direitos fundamentais.

Grandes líderes como Nelson Mandela e Martin Luther King, fundamentais em extirpar abusos e ilegalidades das leis segregatícias, pregaram não apenas a intolerância ao preconceito, eles foram além. Usaram a força da indignação para promover a paz e estimular a unidade. Isto é a manifestação da justiça. É a exata expressão de dar a túnica para quem pede a capa. (Lucas 6:29).

A atuação arbitrária e desproporcional de uma autoridade contra qualquer cidadão deve ser objeto de protestos e carece de exemplar punição. Entretanto, quando se utiliza vias não republicanas para demonstrar a insatisfação, perde-se a finalidade do protesto. E as reivindicações legítimas são engavetas, cooperando assim para perpetuação destas injustiças.

Este modelo que incita rebeldia e ódio contra a ordem é exatamente o mesmo que ocasionou a morte de George Floyd. Em outras palavras, são ações que partem da mesma premissa e que por consequência, resultam em um distanciamento ainda maior da solução do problema.

Infelizmente, no afã de solucionar o desequilíbrio provocado por injustiças, o ser humano parte de um extremo para o outro. E, por razões óbvias, isso jamais corrigirá ilegalidades. Pelo contrário, majorá-la-ás.

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É tempo de compreendermos que retribuir um ato de violência por outro ato de violência é dar asas à injustiça. Romanos 12:29 não deixa dúvidas: a vitória está em usar o bem para combater o mal. Se a humanidade escolher esta via para combater o que é injusto, certamente sairemos fortalecidos.

Você pode acompanhá-lo em suas redes sociais e no YouTube: Lucas Gonzalez.

 

Lucas é mineiro, graduado em Direito e pós-graduado em Gestão Empresarial. Empresário, palestrante e pastor voluntário na Igreja Batista da Lagoinha, Lucas é também Deputado Federal pelo Partido NOVO/MG. Suas principais bandeiras são: infraestrutura, inserção do jovem no mercado de trabalho, administração pública eficiente e combate à corrupção.

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