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Bárbara Pita, In Memorian

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Bárbara Pita – Foto: Reprodução/Instagram

Nossa querida colunista Bárbara Pita nos deixou no último domingo (05/07). Após um súbito aneurisma cerebral, sua vida foi colhida por Deus. Ela sempre afirmava que era uma “santa pecadora, desfrutando da graça salvífica de um bom Deus”. Conheci a Bárbara a cerca de 4 anos atrás, quando em uma reunião pastoral ela apresentou um projeto sensacional: a construção de uma biblioteca comunitária na igreja, com livros doados, para o incentivo dos jovens na leitura. Além disso, ela queria criar um grupo de leitura partilhada para promover encontros regulares entre os amantes de livros. E assim surgiu um ministério lindo na Igreja Batista da Lagoinha, o Legacy Literário.

Apaixonada pela leitura, a Bárbara sempre demonstrou um ímpeto muito grande em levar as pessoas ao conhecimento. Com personalidade cativante, repleta de bom humor, ela sempre arrumava um jeito de citar algum livro ou autor em suas conversas. Sua mãe, a dona Marly, me disse que ela adorava dizer que era a Lúcia Pevensie, uma personagem criada por C. S. Lewis em seu livro As Crônicas de Nárnia. Vale mencionar também que Lewis era seu autor favorito. Uma serva de Deus, serva do próximo, que nos enriqueceu com sua alegria contagiante e suas histórias e experiências vividas. Sabe aqueles cristãos que o mundo não é digno deles? (Hb 11.38) tenho convicção em afirmar que a Bárbara se enquadra nesse perfil.

 

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Ela vivia de forma tão intensa, que parecia saber que seus dias estavam chegando ao fim. Inclusive, em um dos seus artigos publicado esse ano em nossa página, denominado “A Última Noite do Mundo”, com base no livro de C. S. Lewis com mesmo título, ela nos alertava a respeito da vinda de Cristo para buscar sua noiva. Em suas próprias palavras: “Sabemos que quando Cristo vier será como um raio saindo do Oriente ao Ocidente, mas o dia e a hora somente o Pai conhece, por isso precisamos estar preparados”. E ela estava preparada, desprovida de orgulho e completamente atraída pela graça de Deus.

Por fim, não poderia finalizar o texto sem antes compartilhar uma experiência. Alguns meses atrás, prometi para a Bárbara que eu, como pastor, faria o casamento dela. Na segunda feira (06/07) foi o dia de nos despedirmos dela em seu enterro. Naquele momento entendi, que estava cumprindo minha promessa. Na despedida dela dessa terra, entendi que estava casando-a com Cristo, nosso noivo. Ela casou-se com Aquele que nunca vai decepciona-la, traí-la e entristecê-la. Agora, com sua partida, o que resta a nós que estamos nessa terra, é a gratidão por termos convivido com ela, e a saudade, pela imensa alegre da conivência que tivemos nesses anos. Aos familiares, rogamos para que o Espírito Santo console e conforte o coração de vocês. 

“Quando Aslan chegar o mal será bem; ao seu rugido, a dor fugirá; nos seus dentes, o inverno morrerá e na sua juba, a flor há de voltar.” – As Crônicas de Nárnia.

 

Você pode acompanhá-lo pelo Instagram: @idfernandeslucas.

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