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A última noite do mundo

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Foto: Noah Silliman/Unsplash

Tito 2:13 – “Enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.”

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Nesses últimos dias, ouvir sobre assuntos do fim do mundo se tornou algo corriqueiro. Os temas apocalípticos tomaram conta das conversas e era de se esperar, afinal, diante de uma pandemia e o subsequente descontrole humano sobre as inquietações da vida, só podemos imaginar que tais fatos podem ter uma razão de existência: “o fim do mundo é agora”.

 

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Diante de uma dessas conversas, me questionei: e se essa fosse a nossa última noite na terra? Você já se perguntou isso? O fim das coisas parece mesmo assustador, um fim sem data para que possamos nos preparar; um fim e não uma evolução; um fim logo agora que iniciei num novo emprego; bem agora que me casei; o fim bem no ano que meu time seria o campeão; no exato momento em que estou prestes a descobrir a cura do câncer; não é possível que Deus, sendo tão bondoso, acabaria com o mundo logo agora – ou é?

C. S. Lewis tratou sobre esse assunto em um artigo de 1952 – esse texto possui o mesmo título – nele, o autor relata sobre as dificuldades que os cristãos modernos encontram para tratar à Doutrina da Segunda Vinda de Cristo. Essas mesmas dificuldades são vistas hoje. Alguns acreditam que o assunto está desgastado, outros dizem que não precisamos dar tanto valor, uma vez que o tema central do evangelho não é a volta de Cristo.

Quaisquer que sejam os motivos para não falar sobre a Segunda Vinda de Cristo, nenhum deles será bom o suficiente, uma vez que a tão aguardada vinda do nosso Senhor é – ou ao menos deveria ser – o motivo pelo qual vivemos nessa terra. Sabemos que quando Cristo vier será como um raio saindo do Oriente ao Ocidente, mas o dia e a hora somente o Pai conhece (Mat.24:36), por isso precisamos estar preparados.

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Lewis propõe uma maneira leve de viver nossos dias: como se todas as noites fossem a última. Para ele, o melhor a se fazer é atuar de maneira digna diante deste maravilhoso teodrama que nosso Deus tem narrado. Imaginando, sempre, se a nossa atuação agrada ao grande dramaturgo; se estamos fazendo o melhor possível com o cenário, com as ferramentas e com os outros personagens com os quais contracenamos. A nós, não cabe tentar adivinhar em qual trecho da peça estamos, se no segundo ou quinto ato, isso não importa, antes, nossa função é viver de maneira justa, santa e piedosa, “enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo.”

Por um pouco de tempo, podemos até nos esquecer de toda precariedade desse mundo e mesmo ele sendo incrivelmente mal, repleto de pecado e injustiças, por um breve instante, ele nos parece bom e podemos até mesmo ceder à tentação de crer não ser tão necessário um novo mundo. Surge então uma pandemia que nos faz virar para Deus e repensar todos os nossos amores e desejos. Para que possamos concluir, pelas misericórdias do Espírito, que não podemos aceitar como bom esse mundo tão corrompido, uma vez que temos como promessa uma nova Jerusalém celestial e em seu trono o Rei Jesus Cristo.

E então leitor, me responda, o que você faria se essa fosse a última noite do mundo?

 

Graça e paz.

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Você pode acompanhá-la em seu Instagram: @barbarelap.

Uma santa pecadora, desfrutando da graça salvífica de um bom Deus. Cristã Batista. Belo horizontina. Pedagoga. Amante de bons livros e café.

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