Cientistas cultivam tâmaras a partir de sementes da época de Jesus Cristo

Os arqueólogos encontraram sementes ancestrais durante escavações no deserto da Judeia em 1960. Elas foram guardadas até serem cultivadas gerando seis mudas

Nos anos de 1960, arqueólogos encontraram sementes ancestrais durante escavações no deserto da Judeia, no sul de Israel. Elas estavam guardadas em centros de pesquisa até uma doutora estudiosa da medicina milenar, ter a ideia de cultivá-las.

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– Eu pesquiso plantas antigas e tento entender como elas eram usadas antigamente e o que podemos fazer com elas hoje em dia – Disse a pesquisadora Sarah Sallon, do Hospital Hadassah.

As sementes em questão geraram Tâmaras, fruta pequena, docinha, consumida em geral, assim seca, principalmente no Natal, cheia de fibras e de histórias.

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Sarah Sallon pesquisadora e médica – Imagem: TV GLOBO

– A Tâmara sempre foi muito famosa. Era uma das comidas mais importantes de Israel, exportada pra todo o Império Romano. No antigo testamento, uma passagem disse ‘o certo deve florescer como uma palmeira que dá tâmaras’, eu tenho certeza de que Jesus comeu tâmaras. Como todo mundo naquela época – Disse a pesquisadora.

Quem fez as sementes milenares germinarem, foi uma especialista em agricultura no deserto.

– Eu achei que seria impossível, imaginei que as sementes estivessem mortas, fiquei muito surpresa quando elas germinaram, eu fui hidratando bem devagarzinho, cuidando com atenção e claro, escolhemos sementes sem defeitos sem problemas – Disse Elaine Solowey, diretora do Centro de Agricultura Sustentável.

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Elaine Solowey diretora do Centro de Agricultura Sustentável – Imagem: TV GLOBO

Seis mudinhas germinaram, todas ganharam nomes bíblicos, Adão, Jonas, Uriel, Boaz, Judith e Hannah. Elas foram plantadas em uma grande comunidade agrícola. A bióloga brasileira, Isabel Portugal, morou lá durante um mês.

– Tive muito próximo de técnicas de biotecnológicas de agricultura de precisão em áreas que teoricamente são áreas secas e não produtivas. E a gente percebeu que não, é muito produtivo. O que me deixa muito feliz desmistificar que o deserto não é produtivo porque as áreas secas e áridas não podem também produzir ciência, pesquisa, tecnologia e frutos – Disse a pesquisadora Isabel Portugal.

Nessa comunidade já existia uma outra tamareira que também germinou de uma semente ancestral. O nome dela é Matusalém. Mas ela é uma tamareira macho ou seja, não dá frutos. Pra colher tâmaras, era preciso uma tamareira fêmea.

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Em março desse ano, a Hannah floresceu. Os pesquisadores então fizeram a polinização. Pegaram o pólen da tamareira macho, Matusalém, e esfregaram na florzinha da tamareira fêmea, a Hannah.

– Primeira celebração foi de que aquelas sementes de dois mil anos atrás foram germinadas e nasceram novas plantas. E agora, o fato dessas plantas ancestrais terem se tornado, digamos, vamos dizer, um casal – Disse Isabel.

Isabel Portugal pesquisadora e empresária – Imagem: TV GLOBO

No começo do mês os pesquisadores colheram os primeiros frutos.

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– A gente tirou um cacho com cento e onze câmeras e todos estavam ótimas, tinha um gostinho de mel, sabe? – Disse Elaine Solowey.

Mal deu tempo de se deliciar e as frutas já foram para o laboratório pra serem analisada. O estudo das sementes milenares foi publicado numa reconhecida revista científica.

– A gente quer continuar cultivando essas tâmaras, restabelecê-las na agricultura, porque são deliciosas. Hoje temos tecnologia e daqui a alguns anos, quem sabe, teremos plantações enormes de tâmaras originais da Judeia – Finalizou Sarah Sallon.

 

*Reportagem exibida pelo Fantástico neste domingo (13).

 


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